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Finep homologa vitória da Icatu em mais uma tentativa…
Depois de mover mundos e fundos para tentar desmarcar a audiência pública que debateria a transferência do PPC, a Finep homologou o resultado do processo seletivo “público” secreto e confirmou a vitória da Icatu FMP.
A decisão é preocupante. Historicamente, a Icatu tem rentabilidade substancialmente inferior à FIPECq em planos de benefício definido. Nos últimos 5 anos, a rentabilidade da FIPECq foi 170,98% contra 152,45% da Icatu. Se essa diferença se repetir nos próximos cinco anos, o prejuízo para participantes e assistidos será de R$ 425 milhões.
Também piora a representatividade da Finep. Na Icatu, a Finep indicará diretamente apenas um membro em um conselho deliberativo de nove membros, reduzindo sua representação em relação à FIPECq, onde indica diretamente um assento em um conselho de seis membros.
A Finep costuma demonstrar incômodo com o fato de que, na FIPECq, cerca de 8 mil participantes de outros planos, com patrimônio inferior ao dos finepianos, possam votar nas eleições dos conselhos. Mas, na Icatu, 36 mil pessoas, também vinculadas a planos com patrimônio inferior ao dos finepianos, poderão participar das eleições.
Então, por que a Finep insiste tanto nessa transferência de gerenciamento?
A resposta está na própria proposta da Icatu FMP. No processo seletivo “público” secreto conduzido pela Finep, o edital perguntava: “Informar o diferencial da EFPC que pode ser ofertado à Finep no que tange à custeio e gestão de investimentos.”
A resposta da Icatu, que foi a única dentre todos os participantes a receber nota máxima, foi:
“Quanto à gestão dos investimentos, indicamos como diferenciais da entidade a autonomia da FINEP na escolha dos gestores.”
Já vimos esse filme, e o final não foi bom. A FIPECq carrega até hoje um enorme passivo decorrente de investimentos equivocados realizados justamente no período em que a Finep indicava diretamente os dirigentes da fundação.
A AFIN e a ASAF não aceitarão que o patrimônio dos participantes e assistidos volte a ser submetido a uma gestão temerária, irresponsável ou orientada por interesses distintos da sustentabilidade e equilíbrio atuarial do PPC.





2 COMENTÁRIOS
Desde o início comentei que deveríamos judicializar a questão. Perdemos tempo esperando a FINEP ter bom senso. O que eles têm são interesses particulares.
Sucesso Afin e Asaf